Semana da Cultura Científica, na ESFRL: eventos e dinamizadores
Ao assinalarmos, na escola, o dia nacional da cultura científica a 24 de novembro, estendendo-o a toda uma semana, quiseram os professores ligados mais de perto ao PROJETO CIÊNCIA VIVA e ao seu clube, celebrar a curiosidade humana, o esforço coletivo e o poder transformador do conhecimento científico em prol da humanidade.
Em 2025, os laureados em Física provaram que fenómenos quânticos podem manifestar-se num circuito elétrico grande o suficiente para segurarmos na mão — um sinal claro de como a física de base pode preparar o terreno para tecnologias revolucionárias. Na Química, os prémios foram atribuídos a quem desenvolveu estruturas metal-orgânicas (os chamados MOFs), moléculas arquitetadas de forma a capturar gases, extrair água do ar de desertos ou ajudar no armazenamento e catalisação de substâncias — mostrando como a ciência pode ter impacto direto na mitigação das crises climáticas e ambientais. O prémio nobel da Fisiologia/Medicina, laureou aqueles que têm desvendado os mecanismos da tolerância imunológica periférica, evitando o ataque ao próprio corpo, abrindo portas a terapias inovadoras contra doenças autoimunes e contra o cancro.
Celebrar a ciência não é apenas aplaudir cérebros brilhantes, mas valorizar o método científico: ideias sujeitas a teste, debate, erro e prova — um caminho essencial para transformar incertezas em progresso concreto, um raciocínio que valorizamos mais do que nunca hoje, no tempo em que a verdade e a mentira se misturam e mimetizam.
















