Relato de viagem do 11º L aos Açores, com brisa de despedida...
Hoje, o dia iniciou-se com sabor a ananás, aquele produzido de forma harmoniosa graças ao sol, o intenso colorista, que transforma a toca em brolho, numa cama feita com espécies da floresta laurissilva. Depois é esperar 18 meses pela iguaria única no mundo. (1ªs fotografias)
Seguidamente, uma caminhada até à Ponta da Ferraria onde o mar bramia contra os rochedos de basalto que, na orla da praia, se assemelhavam a corais vestidos de luto, antecipando a despedida de quem os visitou e admirou com tanta alegria!
Subimos uns metros e uma lagoa nos presenteia a vista, a de Santiago.
Olhando mais de perto, sentimo-nos em perfeita comunhão com esta beleza que nos alimenta e apazigua a alma.
"Subitamente... que visão de artista" a Natureza desdobrava-se em cores, na Lagoa das Sete Cidades ... ora verde, ora azul, como dois líquidos não miscíveis para nosso gáudio e espanto.
Caeiro tem razão quando diz que a natureza nos espanta a cada dia e que basta sabermos olhar . Vimos como danados!
Sem respiração e querendo sorver toda o assombro que os nossos olhos presenciaram, em jeito de despedida, sentimo-nos acompanhados por todos vós, a quem dedicamos estas fotografias que fomos partilhando.
Nesta viagem aprendemos que nada tem valor se não for partilhado. Bem hajam!












