Erasmus+ na escola Stift Keppel, em Hilchenbach, na Alemanha

2324 01ErasmusEscolaStiftKeppel Hilchenbach Alemanha
 
 
Relato de Miguel Santos,11ºL
 
De 13 de janeiro a 5 de fevereiro, 2 alunos da ESFRL, Miguel Santos (11°L) e Margarida Machado (12°L ), tiveram a oportunidade de realizar uma mobilidade individual do programa Erasmus+ na escola Stift Keppel, em Hilchenbach, na Alemanha.
Durante 3 semanas, os alunos presenciaram as aulas das respectivas alunas anfitriãs, experienciaram o dia a dia de uma família alemã e conheceram a cultura alemã. Para além disso, puderam visitar a cidade de Colônia e a sua catedral.
A acrescentar ao contacto de culturas e descoberta de novos costumes, também foi possível desenvolver o meu nível de compreensão da língua alemã e adquirir novos termos alemães e expressões típicas.
 
 
Relato de Margarida Colaço, 12º L

ERASMUS + relato de experiência ( Mobilidade de curta duração)

Dia 13 de janeiro, ao separar-me dos meus pais, mal sabia eu o que me aguardava naquela cidade pacata no canto da Alemanha. O voo, foi tarde, eram já duas da manhã quando chegámos a Hilchenbach (Netphen no meu caso), pelo que nada reti da cidade no meu dia de chegada.

Fora apenas de manhã, quando abri os estores do meu novo quarto que me deparei com a verdadeira “Winter Wonderland”, como a minha família de acolhimento gostava de lhe chamar. Toda a aldeia e floresta estava completamente coberta de um manto branco, um encanto para quem pouco convive com neve. Aparentemente havíamos chegado na verdadeira hora H, já que parece que já há alguns anos que não caía tanta neve.

Fui calorosamente recebida pela minha família com panquecas quentinhas, e rapidamente percebi que tinha tido uma sorte imensa. Rapidamente me perguntaram como se pronunciava o meu nome, mas após alguma dificuldade optaram mesmo pela alcunha de ‘Maguie’. Assim conheci a Anna (a minha colega do programa, e a menina mais querida de sempre), o Linus, o seu irmão mais novo e um verdadeiro amante de animais, o Bjorn, e a Maria, a Alba, o hamster de Linus que tem uma casa maior que a minha e a Milla (prestes a ser cadela da família que conheci ainda antes de se mudar). Maria é coreana-americana e a Anna e o Linus têm dupla nacionalidade, americana e alemã, pelo que não podia ter calhado numa família mais multicultural. Em casa, o inglês era a língua predominante, pelo que, ao acrescentar à sua simpatia e atenciosidade, não demorei muito a acostumar-me a esta família.

Desde sessões de jogos de tabuleiro, a sessões de culinária, idas a parques de trampolins, caminhadas na neve, corridas de trenó e visitas a Colónia, foram três semanas de bons momentos na casa Lange.

Quanto mais me davam a conhecer Siegen, mais me apaixonava pela imensidão de Natureza e de floresta à minha volta. Com ou sem neve, era uma paisagem que realmente não se encontrava em mais lado nenhum.

No que toca a Stift Keppel, confesso que poucos dias passei naquela escola, já que foram dois dias de aulas em casa por causa da neve (coisa que não acontecia há 10 anos!), um feriado, e umas férias de final de semestre. Contudo, nos dias em que tive a oportunidade de conhecer Stift Keppel, uma escola extremamente dinâmica, fui surpreendida por professores incrivelmente atenciosos e por colegas, posteriormente amigos, dos quais não me esquecerei, já para não falar de uma cantina que serve pizzas, cereais, donuts e muito mais!!!

Conhecidos como frios e reservados, tenho de admitir que a minha impressão dos alemães não podia estar mais longe desse estereótipo. Tendo tido a oportunidade de conviver com os amigos da Anna, não só na escola, mas também em algumas festas de aniversário, num baile de inverno e em outros encontros espontâneos, deparei-me sim com pessoas extremamente curiosas, entusiastas e animadas, que rapidamente se ajustaram à minha inserção súbita no seu círculo. Talvez mais que reservados, achei os alemães verdadeiros intimistas, não por serem mais fechados, não por se divertirem menos, mas sim por, ao invés de preferirem grandes discotecas, rodeados de pessoas que desconhecem, preferirem ambientes mais familiares e descontraídos, onde podem conviver com o seu círculo de amigos à vontade.

Relativamente ao alemão, tenho a dizer que não é uma língua nada fácil, que ao contrário do francês ou de espanhol que normalmente nós portugueses conseguimos arranhar, nem estive perto de conseguir decifrar. Contudo, a ideia preconcebida que tinha do alemão que tinha como uma língua ríspida e agressiva fora substituída por um sentimento de nostalgia e carinho de cada vez que a oiço. Para além disso, fiquei com uns olás, uns obrigados e outras tantas expressões das quais é melhor não mencionar.

Assim se passaram três semanas que a mim me pareceram um sonho (tanto pela experiência, como pela neve que me lembra nuvens fofinhas), chegando a Portugal com novas amizades, descobertas gastronómicas, conhecimento, mas também com um olho mais aberto aos preconceitos e ao mundo que temos à nossa disposição.

 

 
 

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