O ano de Francisco Rodrigues Lobo

-- quando a poesia e a ciência se encontram --

 

 

premidas

Hoje, 24 de novembro, é o Dia Mundial da Ciência. No átrio da escola assinalamos a Semana da Ciência e da Tecnologia. Mas hoje, as grandes premiadas da ESFRL são as alunas Filipa Dinis, Luana Silva e Marta Pinhal, do 11ºB. Em tempos de pandemia, não esquecendo os 400 anos da morte do poeta que dá nome à nossa escola, estas alunas aceitaram, nos 2º e 3º períodos passados, o repto de fazerem um estudo original para apresentar ao concurso para jovens cientistas. Muito elogiadas pelo júri nacional que as entrevistou, o trabalho delas foi há pouco premiado com 500 euros e vai voar com as suas autoras para Bilbao. O nome da nossa escola e do poeta de Leiria vai em maio para Espanha, participar no Zientzia Azoka, no País Basco, uma feira de projetos científicos desenvolvidos por jovens e para jovens.

 

Há 400 anos, Francisco Rodrigues Lobo fazia a sua poesia inspirado na paisagem natural e nos ribeiros do Lis. Nesses tempos pré industriais, já se buscava na natureza, a beleza e a ordem que as cidades e o progresso pareciam estar a destruir. Por essa altura, o campo e a mata eram dominados por espécies autóctones e a relação do Homem com a natureza era sustentável. Podemos reconhecer essa realidade na poesia de Rodrigues Lobo.

Hoje, a paisagem natural e os ribeiros do Lis estão muito diferentes dos do tempo do poeta e cabe à nossa geração encontrar na ciência a matéria para fazer a necessária poiesis, que aspira à sustentabilidade. O nosso trabalho reflete sobre a estrutura das biocenoses no tempo de Rodrigues Lobo e no nosso tempo, o dos nómadas digitais, refugiados da pandemia. Afinal, o bucolismo continua vivo, só que agora, a mão destruidora do Homem está em todo o lado.

Parabéns, meninas!

A ciência está no vosso caminho! E, desta vez, passa por Bilbao!